quinta-feira, 31 de maio de 2007





Quem me dera poder largar meus vícios e deixar de derramar meu sangue pelas esquinas e becos.
Não querer mais ouvir Pink Floyd, só por um dia, para não sentir aquele frio na espinha a cada solo de guitarra.
Queria não ter que olhar pela janela, e ver aquele céu cinza no final da tarde.

Mas no fundo mesmo, eu só queria ser surpreendido.
Já cansei dessa certeza que me domina os dias.
Desse gosto amargo que fica ao final do beijo.
Nunca te pedi nada em troca, só queria uma boa história para meu livro.
Mas querida, nossa história foi PATÉTICA.
Na verdade queria viver de mim, e só.

Um violão, um maço de cigarros, algumas folhas de papel... algo forte para beber.
Em um precipício qualquer, ver minha alma agarrada ao aranha-céu, enquanto me equilibro entre um tombo e um vôo.
Baseado em atos reais, escrever as entre-linhas de uma vida nova.
Porque a partir de hoje, nem quero ver o sol.
Diga a noite, que daqui pra frente, ela tem companheiro.
Sou eu e ela...
Ela, e só.

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