quinta-feira, 31 de maio de 2007





Encoste suas mãos frias sobre meu peito quente.

Não perca a chance de derreter-te a alma.

Bem sabes que o teu calor, já não reflete em teu semblante.
Andas de canto em canto, e nunca achas o teu lugar.

O que procuras afinal?
O que pedistes no Natal passado, já lhe foi atendido!
Já é em tempo de pensar na Páscoa.
Já é hora de trilhar novos caminhos, ousar novos desejos.
De nada adianta, construir um castelo, em cima de um terreno de areia.

Arrume suas roupas, guarde suas tralhas, agasalhe-se bem.
Hoje unirei os seus caminhos aos trilhos do trem.
Não me dê desculpas, não diga que não pode ir.
Porque não esperarei sua vinda. O trem estará só de passagem.
Não se escondas mais atrás do eclipse que viveu nesses ultimos meses.
Pois sabes bem, que por mais que Lua e Sol se unam num só nesse momento, a distância entre eles é mórbida e fria.

Rasgue seus diários.
De nada adianta escrever seus desejos, se ninguém vai atendê-los.
Levante a cabeça, olhe em seu redor...

Hoje levarei os trilhos do trem até sua casa.

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