
Doravante, de tantos sentimentos vagos, escolherei o que mais difere de ti.
O que mais me afasta dos teus desejos, da tua tentação.
E é assim que vai ser.
Mas o que mais me surpreende, é que nem triste consigo ficar.
Mesmo após sangrar durante horas, até esvair-me em sangue e manchar seus lençóis.
Agora pegue suas coisas, recolha suas lembranças.
Não quero que deixe aqui, nada que possa querer depois.
Pois pra ti, não haverá volta. Não haverá mais perdão.
Dei-te estimulo, dei-te força.
Levei-te ao pé do santo, pedi tua graça e mesmo assim me apunhalas???
Não esperava muito de ti,
Provei do teu veneno uma vez, e agora sou repulsa viva e imune.
Mas é nobre e cortes, esperar ao menos hombridade e sinceridade nas palavras que profa-nas.
Pois és prova viva de teus atos e tuas frases.
Mas já entendi,
Não criastes o teu caráter ainda. Tenho pena.
E eu, pra variar,
Hora aqui, hora ali, me encaixo sempre em quadris que não são feitos para o meu sexo.
Mas afinal, que lutas são essas que travo contra mim mesmo? Que busco afinal?
Tive em minhas mãos a tranqüilidade do lar, e fugi para viver de amores.
Mas de certo, é que muito aprendi.
Por isso,
sigam meus conselhos, caros leitores:
Cultive poucos amores. Cerque-se de amigos.
Eles abafarão seu choro na horas de tristeza, e elevarão suas vitórias nos momentos de gloria.
Pois escute o que eu digo,
Crie corvos, e eles lhe comerão os olhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário